O Chile é um dos destinos internacionais mais acessíveis para brasileiros em 2026. Com passagens aéreas a partir de R$ 1.200 (ida e volta), não é preciso visto, o real se valoriza bem frente ao peso chileno e a infraestrutura turística é de primeiro mundo.
Se você quer conhecer a América do Sul gastando pouco sem abrir mão de experiências incríveis, o Chile é a escolha perfeita. Neste guia, vou te mostrar como planejar sua viagem com roteiro detalhado, custos reais e dicas para economizar em cada etapa.
Por Que Escolher o Chile em 2026
O Chile oferece uma combinação rara: paisagens deslumbrantes, cultura rica, gastronomia excelente e custo acessível para brasileiros. Aqui estão os principais motivos para colocar esse destino no topo da lista.
Não precisa de visto
Brasileiros entram no Chile apenas com RG ou passaporte, sem necessidade de visto. A estadia permitida é de até 90 dias como turista. É o destino internacional mais fácil de acessar burocraticamente.
Passagens baratas
Companhias como LATAM, Sky Airline e JetSmart operam voos diretos de São Paulo e Rio de Janeiro para Santiago. Em promoções, é possível encontrar passagens por R$ 1.000 a R$ 1.500 ida e volta. Se você sabe como encontrar passagens aéreas baratas, o Chile fica ainda mais acessível.
Câmbio favorável
O real brasileiro tem se mantido competitivo frente ao peso chileno. Em março de 2026, cada R$ 1 compra aproximadamente 180 a 200 pesos chilenos, o que torna alimentação, transporte e compras bastante acessíveis.
Diversidade de paisagens
Em um único país, você encontra deserto (Atacama), montanhas nevadas (Andes e estações de ski), vinícolas, praias, lagos e geleiras. A variedade é impressionante para um país relativamente compacto.
Roteiro de 7 Dias: Santiago + Valparaíso
Aqui está um roteiro otimizado para 7 dias, que permite conhecer o melhor do Chile central gastando pouco.
Dia 1 — Chegada em Santiago e Centro Histórico
Após chegar no aeroporto de Santiago (SCL), pegue o ônibus Centropuerto ou Turbus até o centro — custa cerca de 1.800 pesos (R$ 10), muito mais barato que táxi.
Dedique a tarde ao centro histórico:
- Plaza de Armas: coração da cidade, com a Catedral Metropolitana e o Correo Central
- Palácio de La Moneda: sede do governo, com troca de guarda (às 10h em dias alternados)
- Mercado Central: almoce aqui — o marisco vale a pena, mas evite os restaurantes na entrada (mais caros e turísticos). Vá até os fundos, onde os locais comem.
Custo do dia: R$ 80 a R$ 120 (transporte + alimentação)
Dia 2 — Cerros e Mirantes
Santiago é cercada por montanhas e tem mirantes espetaculares:
- Cerro San Cristóbal: pegue o funicular (2.500 pesos) ou suba a pé (grátis, 40 minutos). No topo, a vista 360° de Santiago com os Andes ao fundo é inesquecível.
- Cerro Santa Lucía: menor e no centro da cidade. Subida fácil com jardins e mirante gratuito.
- Bairro Bellavista: na base do San Cristóbal, é o bairro boêmio de Santiago. Visite a Casa de Pablo Neruda (La Chascona) e jantar em um dos restaurantes com comida chilena típica.
Custo do dia: R$ 100 a R$ 150
Dia 3 — Vinícolas
O Chile é um dos maiores produtores de vinho do mundo, e várias vinícolas ficam a poucos quilômetros de Santiago. As mais acessíveis:
- Concha y Toro: a mais famosa, em Pirque. Tour + degustação por cerca de 20.000 pesos (R$ 110). Fácil de chegar de metrô + ônibus.
- Cousiño-Macul: dentro de Santiago, mais íntima e com vinhos excelentes.
- Santa Rita: em Buin, com parque bonito e almoço opcional.
Muitas vinícolas oferecem tour com degustação incluída. Reserve online para garantir vaga e às vezes conseguir desconto.
Custo do dia: R$ 150 a R$ 250
Dia 4 — Cajón del Maipo
Este vale andino a 1 hora de Santiago é perfeito para quem quer natureza sem gastar muito. Opções:
- Embalse El Yeso: lago de águas turquesa a 2.500 metros de altitude, com os Andes nevados ao fundo. Cenário de filme.
- Baños Colina: termas naturais a 3.200 metros de altitude (entrada ~10.000 pesos)
- Trekking: diversas trilhas gratuitas com vistas espetaculares
Você pode ir de ônibus público até San José de Maipo e de lá pegar transfer para o Embalse. Ou contratar um tour (30.000 a 45.000 pesos por pessoa, com transporte e guia).
Custo do dia: R$ 120 a R$ 250
Dia 5 — Valparaíso (bate-volta ou pernoite)
A 1h30 de Santiago de ônibus (passagem ~5.000 pesos no Turbus), Valparaíso é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e uma das cidades mais fotogênicas da América do Sul.
O que fazer:
- Cerros com arte de rua: Cerro Alegre e Cerro Concepción são cobertos de murais coloridos
- Ascensores: os elevadores funiculares centenários são atração turística e transporte (100 pesos a viagem)
- La Sebastiana: casa-museu de Pablo Neruda com vista para a baía
- Porto: caminhe pelo porto e pela Plaza Sotomayor
- Gastronomia: ceviche chileno, empanadas de mariscos e chorrillana (prato típico)
Se tiver tempo, pernoite em Valparaíso e conheça também a vizinha Viña del Mar (20 min de ônibus), com praias, cassino e o famoso Reloj de Flores.
Custo do dia: R$ 130 a R$ 200
Dia 6 — Barrio Italia, Lastarria e Compras
De volta a Santiago, explore os bairros mais charmosos:
- Barrio Italia: antiquários, cafeterias descoladas, lojas de design e galerias de arte. Perfeito para comprar lembranças únicas.
- Barrio Lastarria: mais sofisticado, com restaurantes, livrarias e o Museo de Artes Visuales (grátis).
- Costanera Center: o maior shopping da América Latina. Suba ao Sky Costanera, o mirante mais alto da América do Sul (300 metros de altura, entrada ~15.000 pesos).
Para compras econômicas, visite a Feria Santa Lucía (artesanato) e o Patronato (bairro comercial com roupas baratas).
Custo do dia: R$ 100 a R$ 200 (sem contar compras)
Dia 7 — Últimas visitas e retorno
Aproveite a manhã para:
- Visitar o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos (gratuito e impactante)
- Tomar café da manhã no Mercado de La Vega (mercado popular, mais barato e autêntico que o Central)
- Comprar os últimos presentes
Pegue o ônibus para o aeroporto com antecedência (2h30 antes do voo é o ideal).
Custo do dia: R$ 60 a R$ 100
Custos Detalhados: Quanto Custa Viajar Para o Chile
Aqui está uma planilha realista de custos para 7 dias no Chile em 2026, viajando de forma econômica:
| Item | Custo estimado |
|---|---|
| Passagem aérea (ida e volta) | R$ 1.200 a R$ 2.000 |
| Hospedagem (6 noites em hostel/Airbnb) | R$ 600 a R$ 1.200 |
| Alimentação (7 dias) | R$ 500 a R$ 900 |
| Transporte interno | R$ 200 a R$ 350 |
| Passeios e entradas | R$ 300 a R$ 500 |
| Seguro viagem | R$ 80 a R$ 150 |
| Total | R$ 2.880 a R$ 5.100 |
Com planejamento, é possível fazer uma viagem incrível de 7 dias ao Chile por menos de R$ 3.500 por pessoa.
Dicas Para Economizar no Chile
Hospedagem
- Hostels: quartos compartilhados custam 8.000 a 15.000 pesos por noite (R$ 45 a R$ 85)
- Airbnb: apartamentos inteiros a partir de 25.000 pesos por noite (R$ 140), ideal para casais ou grupos
- Booking.com: compare sempre — às vezes hotéis econômicos saem mais baratos que Airbnb
- Localização: fique no centro de Santiago ou bairro Providencia para economizar em transporte
Para mais estratégias de hospedagem, confira nosso guia sobre como encontrar hospedagem barata.
Alimentação
- Mercados: Mercado Central e La Vega têm refeições completas por 5.000 a 8.000 pesos (R$ 28 a R$ 45)
- "Menú del día": restaurantes oferecem almoço executivo (entrada + prato + bebida) por 5.000 a 7.000 pesos
- Supermercados: Jumbo e Líder têm preços acessíveis para montar lanches e café da manhã no hostel
- Empanadas: a empanada chilena é barata (1.500 a 2.500 pesos), deliciosa e sustenta como refeição
Transporte
- Metrô de Santiago: moderno, seguro e eficiente. A tarjeta Bip! (cartão recarregável) custa 1.550 pesos e uma viagem sai ~800 pesos
- Ônibus intermunicipais: Turbus e Pullman são confiáveis para Valparaíso, Viña del Mar e vinícolas
- A pé: Santiago é uma cidade caminhável. Muitas atrações ficam a distância de caminhada
- Uber e Cabify: funcionam bem e são mais baratos que táxi
Câmbio
- Evite trocar no aeroporto — a cotação é péssima
- Casas de câmbio na Rua Agustinas e Paseo Ahumada — melhores taxas de Santiago
- Cartão de débito internacional (Wise, C6, Nomad) — excelente custo-benefício para saques e pagamentos
- Pague em pesos chilenos — nunca aceite que a maquininha converta para reais (a taxa é sempre pior)
Melhor Época Para Visitar o Chile
O Chile tem estações bem definidas (opostas ao Brasil quando ao sul):
- Setembro a novembro (primavera): temperaturas agradáveis, flores nos parques, passagens mais baratas
- Dezembro a fevereiro (verão): alta temporada, preços mais altos, mas dias longos e quentes
- Março a maio (outono): minha recomendação — clima ameno, menos turistas, vinícolas em colheita, preços moderados
- Junho a agosto (inverno): ideal para ski, mas Santiago fica mais frio e com possibilidade de chuva
Para conseguir os melhores preços, planeje sua viagem com antecedência seguindo nosso guia de planejamento de viagem passo a passo.
O Que Levar na Mala
O Chile é um país com grandes variações de temperatura, especialmente se você vai à montanha. Leve:
- Casaco corta-vento (essencial para Valparaíso e montanha)
- Camadas (camiseta + fleece + casaco — funciona para qualquer estação)
- Sapato confortável para caminhada (os cerros de Santiago e Valparaíso exigem)
- Protetor solar (a radiação UV em Santiago é forte, especialmente no verão)
- Adaptador de tomada (Chile usa tipo L — duas pernas retas e uma terra, diferente do Brasil)
- Cópia digital dos documentos (RG, passaporte, seguro viagem)
Perguntas Frequentes
Preciso de passaporte para ir ao Chile?
Não obrigatoriamente. Brasileiros podem entrar no Chile com RG em bom estado de conservação (não pode estar danificado ou rasurado). Porém, se seu RG é antigo ou está deteriorado, leve o passaporte para evitar problemas na imigração. Menores de idade precisam de autorização dos pais se viajarem desacompanhados.
Quanto dinheiro devo levar em espécie?
Recomendo levar entre R$ 500 e R$ 1.000 em espécie para trocar por pesos chilenos nas casas de câmbio de Santiago. O restante use no cartão de débito internacional (Wise, C6 ou Nomad), que oferece câmbio justo e é aceito em praticamente todos os estabelecimentos. Sempre tenha algum dinheiro vivo para emergências e locais que não aceitam cartão.
O Chile é seguro para turistas?
Santiago e as áreas turísticas do Chile são bastante seguras, comparáveis a cidades europeias. No entanto, como em qualquer grande cidade, tome precauções básicas: não ostente objetos de valor, cuidado com bolsas em locais lotados (metrô, mercados) e evite andar sozinho em áreas afastadas à noite. Valparaíso exige mais atenção, especialmente nos cerros menos turísticos.
Qual a melhor forma de se deslocar entre cidades no Chile?
Ônibus intermunicipais são a forma mais econômica e confortável. Empresas como Turbus e Pullman Bus oferecem categorias de semi-cama e cama com poltronas reclináveis, Wi-Fi e banheiro. Para distâncias maiores (Santiago a Atacama, por exemplo), voos domésticos pela Sky Airline e JetSmart são frequentemente baratos se comprados com antecedência.
Vale a pena incluir o Deserto do Atacama no roteiro?
O Atacama é espetacular, mas fica a 1.600 km ao norte de Santiago (2h de voo). Para incluí-lo, você precisa de pelo menos 3 dias extras e orçamento adicional de R$ 1.500 a R$ 3.000 (voo + hospedagem + passeios). Se é sua primeira vez no Chile e o orçamento é limitado, foque em Santiago e região. Deixe o Atacama para uma segunda viagem dedicada.
Preciso contratar seguro viagem para o Chile?
Não é obrigatório, mas é altamente recomendado. Atendimento médico no Chile é caro para estrangeiros, e um seguro viagem básico custa entre R$ 80 e R$ 150 para 7 dias. Cobre emergências médicas, extravio de bagagem e cancelamento de voo. Algumas operadoras de cartão de crédito oferecem seguro viagem gratuito — verifique antes de contratar separadamente.


